O movimento Outubro Rosa é conhecido em todo o mundo, como o mês para promover a conscientização sobre o Câncer de Mama, doença que atinge grande parte da população feminina. Por mais um ano, a Água da Pedra e o IMAMA firmaram parceria para promover o Outubro Rosa no RS.

A campanha “Minha voz, nossa luta”, traz o protagonismo de mulheres que estão em tratamento ou que já passaram por ele para dividir suas histórias. Quando nos aproximamos de mulheres vitoriosas, e ouvimos suas histórias, entendemos o quanto é necessário conscientizar para prevenir. A Água da Pedra e o IMAMA contam com o seu apoio nessa luta contra o Câncer de Mama. Participe!

Foto de uma das Mulheres das Histórias Reais

Mural
Cor de Rosa

Sua mensagem de apoio e carinho pode fazer muito bem às pacientes em tratamento.

A voz do
Especialista

Meu Esporte por Rodrigo Nascente dos Santos

Meu Apoio por Lucy Ghirardini Bonazzi

Minha Beleza por Brandi Carlile

Diretor técnico do Estúdio Treino Inteligente – primeira unidade VIS credenciada do sul do país.
Formado em Educação Física desde 2004 com especialização em Ciências da Saúde, vem buscando o que há de mais recente e fundamentado dentro da área do treinamento, a fim de oferecer a melhora de condicionamento físico, atuando como promotor de movimento. Encontrou no Treinamento Físico Integrado (TFI) uma forma de realizar o sonho das pessoas através do movimento.

1 – Durante o tratamento do câncer de mama algumas pacientes se sentem fracas e sem energia. A atividade física é recomendada durante o tratamento?

Sim, é recomendada.
No início a fraqueza e a falta de energia vão apenas demandar um pouco do paciente, que não é muito mais do que a exigência física de um sedentário que vai iniciar uma atividade.

As evidências científicas dão conta de que vencendo essa barreira do desconforto, que geralmente se dá nessa fase inicial, a adesão a um programa de atividade física resultará num ganho de qualidade de vida. Por isso, é importante que se procure uma atividade orientada corretamente e que respeite a condição atual do paciente.

2 – Quais tipos de atividade são indicadas? E qual a periodicidade e intensidade?

Qualquer forma de movimento é indicada e benéfica, pois já está muito bem documentado que o maior problema dos nossos tempos é a falta de movimento, o sedentarismo.

Quanto ao tipo de atividade, os estudos trazem resultados muito interessantes sobre os benefícios das atividades aeróbicas e dos exercícios de força.
Os resultados que seguem são de uma revisão de 39 artigos, onde 16 foram selecionados para o tratamento do Câncer de Mama. Eles mostram a melhora das condições físicas do paciente nas atividades com frequência de sessões de 2 a 3 vezes por semana e com intensidade de cargas moderada à alta (50-85% de 1RM – uma repetição máxima) dando-nos um norte para a conduta do treinamento.

3 – Quais os benefícios do esporte para os pacientes?

Os benefícios dos exercícios são observados principalmente no ganho de força, na função física e na qualidade de vida dos pacientes.

4 – O esporte pode aumentar as chances de cura?

Considerando que o exercício físico regular tem como resultado a produção do hormônio da alegria, a endorfina, considerada também um hormônio anticâncer, e um paciente melhor condicionado que irá reagir melhor ao tratamento, sim, há um aumento nas chances de cura.

5 – A atividade física após o tratamento ajuda a prevenir a volta de um câncer?

Aqui temos uma das respostas mais consistentes da Sociedade Americana do Câncer em uma revisão sobre Terapias Complementares. Ela nos diz claramente que o exercício pode aumentar a sobrevivência e até mesmo evitar que um câncer volte.

6 – Muitas atividades físicas auxiliam também na recuperação da autoestima. Os esportes em grupo podem influenciar mais nesse sentido?

O contexto social do esporte é muito importante, porque a interação é relevante e transcende o ambiente pessoal, favorecendo a troca de experiências e vivências entre os pacientes.

7 – Você gostaria de compartilhar um pouco da sua experiência como profissional e/ou acrescentar alguma informação que julgue importante?

Hoje focamos na melhora do movimento, oferecendo condições aos nossos alunos de fazer aquilo que já não acreditavam mais ser possível.

Entendendo que o processo pelo qual as pessoas com diagnóstico de câncer atravessam e que uma parte desse processo é a redefinição de prioridades de cuidados com elas mesmas, temos visto na prática como é importante que os pacientes pratiquem exercícios físicos que respeitem a condição em que estão, mas também que os desafiem a alcançar novos patamares.

Se posso deixar um conselho é que procurem se movimentar mais, prefiram atividades que sejam integradas, sabendo que o corpo funciona dessa forma.

Psicóloga clínica no Núcleo da Mama do Hospital Moinhos de Vento e Psicóloga Voluntária no IMAMA. 

1 – Como a paciente pode ser orientada para lidar com o diagnóstico do câncer de mama?
É um momento difícil, porque geralmente o câncer de mama não apresenta uma sintomatologia prévia significativa que anuncie para a mulher que ela está doente. Como é uma notícia muito impactante pela incerteza que traz, as reações são inicialmente de muita tristeza e medo. Cada pessoa tem um jeito de lidar com situações de crise e problemas. E esse modo de agir será como a paciente irá lidar com esse período inicial. Algumas mulheres sentem-se melhor contando com o apoio de muitas pessoas de sua rede familiar e social, outras preferem restringir a poucas e significativas pessoas. Não existe um jeito melhor ou pior. Existe um jeito próprio e que deve ser respeitado. Com o decorrer do processo, será possível perceber se o modo como está vivendo a “travessia do câncer” lhe oferece benefício ou precisa ser revisto.

2 – Quais são os medos mais comuns que as pacientes enfrentam?
Medo da morte. Medo das perdas. Medo do futuro após o tratamento terminar.

3 – Muitas pacientes enfrentam problemas em seus casamentos. Como a família, como um todo, pode apoiar e ajudar tanto no momento do diagnóstico quanto durante o tratamento?
Respeitando a forma como a paciente consegue enfrentar os tratamentos. Respeitando a necessidade de falar e a necessidade de silenciar, ficar junto sem querer “distraí-la”, se esse não for seu desejo naquele momento. Respeitar que “estar bem” é quando a paciente pode sentir, vivenciar e expressar tristeza, medo, preocupação, ao mesmo tempo que expressa confiança, atitudes de enfrentamento do que for necessário fazer de tratamentos na busca da cura ou do controle da doença para as pacientes com câncer metastático.

4 – Como os amigos podem dar apoio às pacientes e familiares sem ser invasivo ou indiferente?
Ouvindo as necessidades dela em cada momento. Necessidade de falar, de estar acompanhada e de estar sozinha. É um momento confuso e difícil para todos. Ninguém sabe como lidar com essa situação. Então, perguntar à paciente e ouvir de fato sua resposta é o começo de uma base de apoio, mesmo que não possa atender à necessidade dela naquele instante.

5 – Como o lado emocional pode influenciar no tratamento das pacientes?
Reações emocionais de tristeza e de ansiedade são comuns e esperadas após o diagnóstico ou durante o tratamento. Porém, pessoas com histórico de depressão ou crises de ansiedade podem desenvolver novos episódios que precisam ser diagnosticados e tratados. Todos os transtornos emocionais têm tratamento.

6 – Como é o trabalho de um psiquiatra e/ou psicólogo durante o tratamento? É direito de toda a paciente ter esse acompanhamento, inclusive no SUS?
O trabalho do psiquiatra e do psicólogo é de dar um suporte para as pacientes viverem o tratamento do câncer de mama com o menor sofrimento possível. São profissionais que podem ser consultados logo após o diagnóstico para uma avaliação, porque a primeira alteração que ocorre nas mulheres é no aspecto emocional, já que a maioria dos cânceres de mama não possui sintomatologia significativa que indique à mulher que seu corpo está doente. As pacientes deveriam ter acesso ao Serviço de Saúde Mental no SUS, mas nem sempre esse caminho é facilitado.

7- Existem programas e/ou locais de atendimento gratuito para as pacientes com câncer de mama?
Sim, o IMAMA disponibiliza atendimento emocional em grupo e individualmente para todas as mulheres que receberam o diagnóstico de câncer de mama em algum momento da vida, estando ou não em tratamento oncológico. Há atendimentos semanais com profissionais voluntários.

8 – O que a perda da mama e dos cabelos significa para as mulheres?
Significa uma alteração importante na autoimagem e que em maior ou menor grau pode impactar na autoestima.

9 – E como a paciente pode enfrentar o medo da volta da doença?
Compreendendo que o medo estará sempre presente. Após o término dos tratamentos, o medo será mais intenso e pode ser inclusive paralisante, no sentido de inibir pensamentos, fantasias ou ações em relação a projetos para o futuro. Gradativamente, à medida que retomar a sua rotina, seu papel social, familiar, profissional, sua autoimagem e sua autoestima e, principalmente, conseguir fazer projetos de vida, o medo irá sendo redimensionado, ocupando menos predominância nos pensamentos. Nunca deixará de existir, e poderá tornar-se um aliado no desenvolvimento de atitudes e hábitos saudáveis para o autocuidado. O medo está presente como pano de fundo em todas as ações de autocuidado. Será o medo que fará com que as mulheres não “esqueçam” de fazer as revisões nos períodos indicados. Será o medo que levará uma mulher a procurar seu médico a cada dúvida, dor ou desconforto persistente. Dessa forma, o medo pode se tornar um fator protetor.

Formação acadêmica em Moda, pela Universidade de Caxias do Sul. Há 5 anos, migrou para a área da beleza, onde começou a trabalhar com design de sobrancelhas. Sua experiência com Moda foi um diferencial para seu trabalho. Hoje atua com Micropigmentação, aliada ao Visagismo, que resulta em trabalhos personalizados e únicos.

Tem formação nos melhores cursos de micropigmentaçao do país, a maioria realizados em São Paulo, com profissionais de experiência internacional. Cursou Visagismo com Lígia Lima e Heloisa Lima (Lima Groupe).
Mais informações sobre o seu trabalho em:

www.facebook.com/vanessadadallmicropigmentacao
Instagram: @vanessadadallmicropigmentacao

1 – Poucas pessoas sabem como é feita a reconstituição mamária em casos de câncer de mama. A técnica de Micropigmentação Reconstrutiva e Reparadora para Aréolas Mamárias também é, ainda, pouco conhecida, pois seria um método complementar nessa reconstituição, certo? Você poderia explicar como é feita essa técnica?

Essa técnica é feita como se fosse uma tatuagem, mas em uma camada mais superficial da pele. Implantamos o pigmento dentro da pele, corrigindo imperfeições, assimetrias ou reconstruindo, redesenhando totalmente as aréolas.

2 – Qual o tempo, em média, deste procedimento?
O tempo depende de cada caso. Para reconstruir duas aréolas completas, pode-se levar até duas horas e meia.

3 – Existem casos com restrições ou todo mundo pode fazer?
Há algumas restrições, sim. Gestantes, diabéticas e pessoas que ainda não terminaram o tratamento do câncer, por exemplo, não estão aptas a fazer. Sempre é feita uma avaliação da paciente antes de iniciar o procedimento.

4 – Quanto tempo após a cirurgia de reconstituição deve-se aguardar para fazer o procedimento de Micropigmentação Reconstrutiva e Reparadora?
É necessário que a pele esteja muito bem cicatrizada para que possamos trabalhar nela. Uma cicatriz pode levar até 6 meses para ficar bem madura. Esse é o tempo mínimo que esperamos para fazer o procedimento.

5 – Quais os cuidados que as pacientes devem ter após o procedimento?
Os cuidados são bem simples. Deve-se passar uma pomada hidratante na região. Tomar cuidado para não esfregar nada em cima na primeira semana e não pegar sol diretamente na área por uns 20 dias.

6 – É necessário fazer retoque? Qual a média de tempo?
O retoque depende da cicatrização de cada paciente. A pele, no primeiro momento, acaba expelindo um pouco do pigmento quando vai cicatrizar e isso não acontece de uma forma uniforme. Assim, é possível que fiquem algumas falhas no desenho. Isso só será definido depois de 30 dias, quando a pele estiver cicatrizada.

7 – Que cuidados a paciente que optar por esse tipo de procedimento deve ter?
Nenhum cuidado específico. Somente após o procedimento, conforme falamos anteriormente.

8 – Qual a diferença entre a micropigmentação e um processo normal de tatuagem? O equipamento utilizado é diferente?
Sim, o equipamento é um pouco diferente e também muda a camada da pele onde o pigmento é implantado. Na micropigmentação, trabalhamos para ter um resultado natural, nos tons de pele e das partes do corpo. Por isso, trabalhamos de forma mais superficial, e os pigmentos já são fabricados com esse foco. O efeito não chega a durar tanto tempo quanto o de uma tatuagem, mas ganhamos em naturalidade. Em média, é refeito depois de 2 ou 3 anos.

9 – Você gostaria de compartilhar um pouco da sua experiência como profissional e/ou acrescentar alguma informação que julgue importante?
Vejo, pela experiência que tive até agora, que muitas clientes e pacientes têm um pouco de receio em fazer os procedimentos de micropigmentação, tanto nessa parte paramédica quanto na parte estética, por medo dos resultados e da dor. Hoje em dia, esses procedimentos evoluíram bastante, temos muitos estudos acontecendo na área e as técnicas de implantação do pigmento também avançaram. Por isso, escolhendo bem o profissional, não tem por que não dar certo. São procedimentos simples, praticamente indolores, que trazem uma grande melhora na aparência e na autoestima das clientes e pacientes. É bem importante conhecer o local onde serão feitos, para avaliar se está tudo dentro das normas (são procedimentos com risco de contaminação), se o local está de acordo e se os materiais utilizados são descartáveis ou esterilizados – tudo para a segurança do profissional e da cliente.

Workshop

26 Outubro | 19:30 | Bourbon Country - Espaço Átrio

Palestrantes:

Dr. Maira Caleffi

Paciente – Jéssica Thuane

Dr. Rafael Netto

Luciano Guedes

Deixe aqui as suas dúvidas, elas serão
respondidas durante o evento.